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A inocência daqueles que ainda podem tê-la.

Em uma manhã fria e nublada escutei o barulho de algo caindo ao chão e se quebrando em pequenos pedaços, junto com moedas caindo ao chão, suponho então que tenha sido um cofrinho que havia se quebrado. Por curiosidade resolvo me aproximar da janela qual estava aberta para que eu pudesse observar o que se passava ali naquela casa tão cedo, e então vi um pequeno garoto com um olhar abatido, porém confiante juntando as poucas moedinhas do chão e as colocando em um saquinho de pano. Sem hesitar amarrou o saquinho quando terminou de colocar todas as moedinhas lá, então juntou os cacos do que aparentava ser seu cofrinho de porquinho quebrado do chão e os colocou no lixo, silabando um “me desculpe amigo” para os cacos. Quando terminou foi em direção a porta pronto para sair, mas então pegou algo que parecia ser um bloquinho e um giz de cera e escreveu algo ali, provavelmente um bilhete. Quando ele passava pela porta, me escondi detrás de uma arvore e fui acompanhando os movimentos do menininho com os olhos. Ele andava com certa cautela e protegendo seu saquinho de moedas, fui o seguindo sem que o mesmo notasse minha presença. Quando vi o menino entrar em um orfanato, logo pensei que ele havia fugido para roubar o dinheiro, ai estava o motivo de tamanha cautela, entrei logo atrás do menino para dedurá-lo por seu ato, mas então o vi falando com um recepcionista mal-humorado, me aproximei um pouco para poder ouvir a conversa. O garotinho se aproximou do balcão e nas pontas dos pés a fim de poder enxergar o homem que do outro lado estava chamou o homem que de mau-humor levantou-se da cadeira e foi para o lado do garoto quase cuspindo um arrogante “O que quer aqui ?”. O menininho pegou seu saquinho de moedas e as colocou ao chão a fim de contar quando dinheiro ali tinha e nisso disse ao homem que aguardasse por ele, que de mau-humor o mesmo o fez. Depois de alguns minutos o menininho juntou todas as moedinhas em suas mãos e as entregou ao homem dizendo “Tome, aqui lhe entrego tudo que tenho três reais e trinta e dois centavos.”. O homem com repulsa bateu nas mãos do menino derrubando todas as moedas ao chão dizendo “Garoto está quantia é uma miséria, não serve para nada!”. Com lágrimas nos olhos o menino se curva para juntar as moedinhas do chão e quando acaba de fazer as põe no balcão logo se virando para o homem e dizendo “Para você pode não ser muito, mas para mim que juntei é bastante e para aqueles que nada têm é uma quantia maior ainda.” E logo após sai correndo em direção ao pátio, provavelmente para brincar com as outras crianças. Comovido com as palavras da criança, assim como eu o homem juntou as moedas e as guardou, enquanto eu fui em direção a casa do menino parando ali na frente e deixando uma nota de dez reais junto de um bilhete onde dizia “Nunca achei que encontraria tamanha bondade em uma pessoa tão pequena, lhe entrego este dinheiro para que guarde para si próprio, talvez para comprar um novo cofrinho ou então um carrinho ou o que quiser. Faça bom proveito disto e lhe suplico que leve esta sua bondade com sigo pelo resto de sua vida. Assinado: Uma mera observadora”


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Me perdoem por ter sumido.. é que me atolei em provas e trabalhos, mas acho que agora estou sem muitos trabalhos, e não lembro de nenhuma prova proxima portanto tentarei postar quando puder (ou quando a inspiração vier).

2 comentários:

Érica Ferro disse...

Fernanda, eu acho tão lindo quando vejo crianças assim, preocupadas com os outros, querendo fazer algo.
Mostra que o mundo não está perdido completamente.

Bonito conto, moça.

Beijo.

sem definição disse...

Oi Fernanda *-*

Gostei bastante do seu blog, o Lay e muitoo lindo, continue assim *--*

lindo o conto1 Torço para que aja crianças assim hoje em dia, que se preocupem com a vida, que se preocupem com o mundo, que se preocupem em ser l felizes!

bejos e xauzim ;*