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Juras eternas l





Ele me encarava incrédulo depois de ouvir minha confissão. Já esperava esta reação, mas eu precisava compartilhar com alguém aquilo, não conseguia mais guardar apenas para mim mesma.Agora queria que ele falasse algo, aquele silencio estava me perturbando mais do que deveria, afinal eu sabia das consequencias daquilo que eu estava disposta a fazer. 
E então ele finalmente falou - Estás louca! Como podes... Por que?... Desde quando?... Ah, nem frases consigo formular direito, veja só o tamanho da loucura que acabastes de me falar, deixou-me completamente desnorteado. Esperes eu me recuperar do choque que irei falar para seu pai de sua obsessão por aquele trapo de garoto! -Falou ele, completamente chocado, com a voz alterada. Mas pude ver que não havia entendido o que quis dizer, de quem eu falava. Não sabia por que mas queria que ele soubesse de quem eu falava, mesmo que isso pudesse me trazer mais problemas. 
- Não é dele que falo...- Disse para ele, com a voz meio envergonhada, mas ainda enfatizando o dele. -Não posso acreditar no que acabei de ouvir! Que ultrage! Chega! Chega! Chega! Não quero mais saber de tal confissão infame! -
Disse ele, dando um pulo quando entendeu de quem eu estava falando, mas com aquelas palavras me revoltei. Então era minha vez de falar sério.- Chega você! Eu me confesso para ti, em busca de um pouco de apoio do meu confidente ! Mas o que recebo em troca é preconceito ! Sei que não é normal, nem comum, mas entenda Edgar, eu a amo, a amo tanto quanto você ama a sua mulher! Eu amo a Catherine demasiadamente! E sinceramente ? Me orgulho disso! -
Falei para ele, completamente alterada já, mas não me importava mais com manter a delicadeza, ele havia se alterado e me tirado a paciência.



5 comentários:

Nati Pereira disse...

Em certas ocasiões o silêncio chega a ser constrangedor. Beijo

Bella Fowl disse...

Bom texto, parabéns :D

Melanie Guedes disse...

Levei um susto no final, mas gostei muito do conto! Muito mesmo. Diferente, apesar de eu, Mel, não acreditar na eternidade talvez as juras mais íntimas, aquelas que guardamos e só soltamos a nossos confidentes, possam sim ser eternas, quem sabe? Beijos, Mel

marinaCqm disse...

Também fiquei surpresa. Hehe
Mas, muito legal seu texto!

Na sociedade em que vivemos ainda
existe muito preconceito, nem sei
se eu mesma não ficaria perplexa
ao ver uma declaração dessa...
mas, é pq quem ama sofre com o
preconceito ao qual a pessoa (no caso, a personagem principal)
irá enfrentar... que não é fácil.

Mas, sempre de cabeça erguida.
E sim, AMOR acima de todas as coisas.

Abraços!!!

marinaCqm disse...

Ah! Obrigada pelo comentário em
meu blog. Estou lhe seguindo. ;*